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Já reparou num certo tipo de flor que (quase) sempre é mostrado como relacionado ao Hawaii? O Hibiscus amarelo é definido como a flor oficial do estado do Hawaii, mas nem foi sempre assim. Sua origem é bem mais antiga: As erupções vulcânicas que ocorreram há milhares de anos (e que formaram as ilhas do Hawaii) contribuíram para a formação da fauna e flora que se desenvolveram na região. Vista desde Honolulu até Waikiki, é uma planta ornamental muito popular no ramo de jardinagem e usada em várias culturas, com vários usos. Pode ser encontrada facilmente em regiões de climas quentes (especialmente tropicais e subtropicais).

História

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Antigamente, a versão vermelha da flor era considerada a oficial do Território do Hawaii

Também chamado de Pua Aloalo ou ma’o hau hele na língua nativa, sua imagem acabou se tornando sinônimo de “Beleza delicada”: Esse termo se originou na Inglaterra em sua Era Vitoriana, quando as variedades de flores eram muito poucas e espécies tropicais, como o o Hibiscus, eram extremamente raras. Além disso, a flor requer um clima e condições precisos para florescer, o que fortaleceu seu apelido.

A espécie foi adotada em 1923 pelos habitantes locais como flor oficial do então Território do Hawaii (apesar de ter se tornado um estado norte americano só em 1959). Quando se estava próximo a união aos Estados Unidos, a Assembléia Legislativa do Estado adotou vários símbolos, como parte da revisão de estatuto do Hawaii.

Porém, foi somente em 6 de Junho de 1988 que o Hibiscus vermelho (até então símbolo oficial) foi trocado pelo amarelo (única espécie dessa tonalidade) e eleito como a flor oficial do estado. É por isso que as flores de outras cores, ou semelhantes, são mostradas em fotos e algumas publicações antigas. Também é possível ver variações de Hibiscus nas famosas camisas, roupas de banho e pinturas.

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Quem nunca viu esses padrões em produtos havaianos?

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Durante na metade do século 20, foi realizada uma enorme campanha para promover o turismo no Hawaii: As palavras ‘Aloha‘ e ‘Malaho‘ foram se tornando cada vez mais populares, e o costume de usar uma flor – não necessariamente a amarela – atrás da orelha estava se popularizando (se uma mulher a usasse na orelha direita, significava que estava solteira. Caso usasse na esquerda, estava comprometida)

Na cultura havaiana, é também um antigo símbolo de realeza e transmite poder e respeito. É normalmente dada a visitantes, oficiais de estado e turistas. O Hibiscus também é usado para fazer chá (contém vários antioxidantes que auxiliam a baixar o colesterol e reduzir a pressão arterial), produtos para cabelo e até fabricação de papel.

Uma flor para cada Ilha

Existe também uma certa controvérsia em relação às flores no Hawaii: Muitos locais defendem que diferentes flores (e cores) são usadas para representar diferentes ilhas. Como muitas ilhas queriam – e agiam – como estados independentes, foram definidas algumas regras para representar cada uma na década de 50:

Oahu
Flor Oficial – Ilima
Cor Oficial – Amarelo

Flor muito popular para fazer leis (os famosos colares havaianos). Cada flor tem cerca de 2,5 cm de diâmetro e se parecem com pequenos hibiscus. Os primeiros habitantes usavam essa planta de várias maneiras: O suco extraído da planta era dado às crianças, era considerado remédio para várias doenças e mulheres grávidas comiam a flor até o nascimento do bebê.
Hawaii (ou Big Island)
Flor Oficial – Lehua Ohia
Cor Oficial – Vermelho

É a flor da árvore nativa de mesmo nome. As flores podem também ser laranjas, amarelas ou brancas (e também é utilizada para fazer leis). Dizem que a Lehua é sagrada, pois representa Pele, a deusa havaiana dos vulcões.
Kauai 
Flor Oficial – Mokihana
Cor Oficial – Roxo

A Mokihana na verdade não é uma flor: É um fruto verde que nasce somente nas encostas do Monte Waialelae. Com cheiro semelhante a erva-doce, são usados amarrados como contas e como diferentes tecidos.
Maui
Flor Oficial – Lokelani
Cor Oficial – Rosa

Também chamada de Pink Cottage Rose (ou “rosa de chalé”), foi trazida por volta dos anos de 1800. É valorizada por cultivadores por sua beleza e fragância. A Lokelani é a única planta não nativa que foi reconhecida como oficial de uma das ilhas do Hawaii.
Molokai
Flor Oficial – Kukui
Cor Oficial – Verde

Também muito popular nessa ilha para fabricação dos colares (Leis)
Lanai
Flor Oficial – Kaunaoa
Cor Oficial – Laranja

Os finos fios da videira (os arbustos onde nascem as flores) são torcidos para a fabricação dos colares Le
Niihau 
Flor Oficial – Concha de Pupu
Cor Oficial – Branco

Essa “flor” oficial é encontrada na costa da Ilha rochosa. As pequenas conchas brancas normalmente são usadas para fabricação de colares e outras jóias nativas havaianas.
Kahoolawe  
Flor Oficial – Hinahina
Cor Oficial – Cinza

Apesar dessa ilha não ser habitada (pela falta de acesso à água doce), ela também possui sua flor oficial. De coloração cinza-prateada, suas flores e caules são usados para a fabricação de colares.

Fontes:
Examiner
Aloha Hawaii
Proflowers
The Flower Expert

travessias naturais  holanda

Passagem de animais em rodovia na Holanda

Quem costuma viajar de carro sabe a preocupação constante nas estradas e rodovias em relação à possíveis travessias de animais na pista. Esse tipo de acidentes pode causar consequências graves, tanto para quem dirige quanto para o animal, que não tem a noção do perigo.

Foi pensando nesse tipo de transtorno que vários países europeus desenvolveram as Travessias Naturais (Chamadas em inglês de Wildlife Crossings, Animals bridges ou Ecoducts), estruturas especiais que permitem que animais possam atravessar construções realizadas pelo homem (como rodovias). O tipo de travessia pode incluir também túneis e passagens subterrâneos, viadutos, pontes, etc.

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Passagem no Parque Nacional Banff, Canadá

Podem também ser traduzidas como Pontes Verdes e Ecodutos. As mais comuns são as estruturas construídas entre as estradas para permitir que animais selvagens possam atravessar a via até o outro lado sem correr riscos. As pontes são exclusivas para os animais: os veículos devem sempre atravessá-las. A maioria das estruturas têm 10 metros de altura e 60 metros de comprimento, e normalmente são compostas de solo e vegetação natural para fornecer um habitat adequado a todos os tipos de animais que possam acabar passando pela região.

As primeiras travessias foram construídas na França na década de 50. Outros países europeus (incluindo Holanda, Suíça e Alemanha) têm construído há muitas décadas várias dessas estruturas para reduzir o número de acidentes nas estradas. Nos Estados Unidos e Canadá, essa solução está se tornando cada vez mais comum: milhares de travessias foram construídas nos últimos 30 anos, incluindo passagens, pontes e viadutos.

travessia natural alemanha

Soluções desenvolvidas na Alemanha: tanto por cima quanto por baixo das estradas

É uma solução eficiente para a conservação da natureza, permitindo conexões e reconhecimento dos habitats (o ambiente natural não é dividido). A contribuição financeira também é evidente: Nos Estados Unidos, segundo estudos, 1,5 milhões de colisões ocorrem a cada ano, causando um prejuízo de 8 bilhões de dólares anualmente. Na Europa, meio milhão de colisões são registradas, com 30 mil animais feridos e 300 mortos.

A maior travessia desse tipo encontra-se na Holanda: chamada de Natuurbrug Zanderij Crailo, a estrutura foi completada em 2006 e possui mais de 800 metros de extensão. Entre as áreas que ela atravessa, estão uma linha férrea, parque empresarial, rodovia e um centro esportivo.

Em outros países

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Exemplo de duas soluções para a travessia de carangueijos na Ilha do Natal, Austrália. Por conta da migração e enorme volume de animais, várias passagens foram desenvolvidas

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Passagem subterrânea para elefantes no Quênia

 

Fontes
Care2
Twisted Sifter
Amusing Planet

 

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Todos preferem viajar de algum jeito. Alguns viajam para percorrer percursos de um modo específico. Para quem gosta de viajar e pedalar, a Espanha oferece trajetos muito bem elaborados e de todos os níveis e gostos.

Vias Verdes

Existem mais de 7.500 km de trilhos abandonados por toda a Espanha. Por vários motivos, muitas delas nunca foram usadas, ou completadas. Em 1993, o Programa Vias Verdes foi então lançado. O objetivo era introduzir turismo ambiental nas zonas rurais, primeiramente desenvolvendo rotas nas estruturas dos trilhos já existentes. Contabilizadas 80 vias hoje, o programa já transformou mais de 1.800 km de vias.

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As vantagens de se pedalar em trilhos é que eles são totalmente planos, evitando declives acentuados. Quase todas as vias são pavimentadas e sinalizadas, podendo ser utilizadas até por crianças e idosos. Além disso, nenhum veículo motorizado é permitido nas vias, garantindo ainda mais a segurança dos ciclistas e pedestres.

Um dos trajetos mais famosos que cruzam o interior da Espanha é a Via Verde de la Sierra, em Andaluzia. Ela foi votada como a melhor rota ecológica da Europa em 2009. O caminho de 36 km começa na Vila de Puerto Serrano e termina em Olvera. Apesar da distância parecer um pouco assustadora, muitas pessoas fazem o trajeto num ritmo bem leve, percorrendo o trajeto em etapas e se hospedando em hotéis durante o caminho.

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A rota passa por uma série de túneis que são iluminados por luzes que se acendem sempre quando uma bicicleta entra. As estações abandonadas foram transformadas em pousadas rurais, onde se pode deixar o carro e começar a pedalar ou passar a noite antes de pedalar de volta no dia seguinte.

Todas as Rotas, com suas descrições detalhadas, podem ser vistas no site oficial

País Basco

Bicicleta-pais-basco-espanha

O turismo de bicicleta no País Basco é cheio de riquezas culturais e políticas. O País Basco é uma região que cruza a costa da Espanha e França pelo Oceano Atlântico. Essa região é conhecida por abrigar cultura, costumes e linguagens únicas do povoado Basco. Sua “identidade”pode ser considerada confusa por ser uma terra dividida e distribuída entre várias regiões ao longo da costa dos dois países.

Apesar de haver muitas montanhas e penhascos ao longo da região, existem várias rotas que são planejadas para todos os tipos de ciclistas, desde os novatos até os moderados e profissionais. Os trajetos são classificados por cores (para distinguir a dificuldade). As rotas variam entre 8 e 37 quilômetros, e a duração máxima aproximada é de 3 horas e meia.

Rotas

Saindo de Guernica y Lumo

Costa Mundaca Espanha

Mundaca

Várias rotas consideradas de nível fácil saem desse local. Entre os vários lugares que se pode visitar está o Museu da Paz, que lembra os eventos sofridos pela cidade por parte dos franquistas e nazistas, em 1937. Também é possível aproveitar muitas rotas que começam nessa cidade e correm ao longo do rio Mundaca.

Saindo de Rigoitia

Bermeo Espanha

Bermeo

Para quem procura uma rota de nível intermediário: Indo até a vila de pescadores de Bermeo, é possível aproveitar a atmosfera marítima e visitar a Torre Ercilla, que é considerada uma Propriedade Cultural e sedia o Museu do Pescador.

Saindo de Mendata

Monte Oiz espanha

Oiz

 Rotas consideradas de nível difícil. O caminho até o Parque Eólico de Oiz leva a uma incrível recompensa, onde o Mirante de Biscaia reserva vistas impressionantes.

Fontes:
Site Oficial da Espanha
Blue Marble
Bike Tour Buzz
Spain Holiday

companhias aereas sustentaveis wordpress

Você gosta de viajar pensando no meio ambiente? Várias companhias aéreas têm evoluído quando o assunto é a colaboração por um mundo mais verde. Com o crescimento cada vez mais rápido de número de voos, produção de aviões e uso de combustíveis, as empresas mais inovadoras recebem (com merecimento) prêmios pela inovação e preocupação com o nosso planeta. Um desses prêmios é o Eco Aviation Awards (algo como Prêmio da Eco Aviação), realizado pela Air Transport World, revista especializada no segmento da aviação mundial.

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