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Check in nas alturas

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O uso do celular com aviação nunca teve uma boa relação. Pra quem sempre quer estar conectado, é preciso enfrentar as dificuldades de desligar/deixar de usar o aparelho em certas horas do voo. A situação é pior para os usuários que costumam compartilhar localizações: Como poder saber onde você está a mais de 6000 metros de altura?

Foi pensando nisso que os serviços Glympse e Gogo Inflight (ambos Norte Americanos) oficializaram uma parceria para deixar mais fácil dizer onde você está enquanto voa.

glympse-logo

A Glympse (Abreviação para GLobal IMPlicit SEarch – Busca Global Implícita, em tradução livre) é um sistema criado em 2008 que informa as localizações do usuário, similar ao já famoso Foursquare. Seu diferencial, segundo os criadores, é que a rede é considerada mais segura e privada: as informações compartilhadas não são salvas (As localizações postadas são excluídas após 48 horas).

gogo-inflight-logo

A Gogo Inflight oferece serviços de internet e entretenimento wireless exclusivos para os voos da AirTran Airways e Virgin America e voos selecionados da Air Canada, Alaska Airlines, American Airlines, Delta, Frontier Airlines, United e US Airways. Além disso, também atende milhares de aeronaves particulares e empresariais.

O Serviço

Quando estiverem em voos com o serviço da Gogo, usuários do Glympse podem compartilhar sua localização aos seus contatos. Esses podem “rastrear” o usuário, acompanhando-o até ele chegar ao aeroporto, até mesmo se o aparelho estiver offline. O aplicativo usa informações de coordenadas para determinar onde o usuário se encontra, após ele ter compartilhado sua localização. É possível visualizar também a posição atual do avião e dados gerais (incluindo velocidade e estimativa de tempo de chegada – atualizada continuadamente).

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As tabelas manuais já desapareceram: Será a vez das telas de informações de chegada e saída?

Para quem usa o celular, o serviço está disponível apenas para residentes dos Estados Unidos e Canadá. É possível, contudo, que seja o início de novos meios de uso de aparelhos e conectividade nos voos: Em vários trajetos internacionais, o uso do wifi a bordo já é uma coisa muito comum (no Brasil, esse tipo de tecnologia ainda está se desenvolvendo). Num período conturbado, em que as grandes empresas desse ramo lutam para obter mais lucros em novos segmentos, a aviação parece ser um mercado ainda pouco explorado.

Fonte:
Skift

 

 

A tarefa de construir um aeroporto não é fácil: o local, independente de onde se encontra, precisa de um espaço amplo, muito chão para pousos e decolagens e uma ótima visibilidade. Mas muitas vezes certas localidades não permitem tais condições. É aí que os engenheiros precisam desenvolver métodos para que o aeroporto ofereça o máximo de segurança para os pilotos e os passageiros. Eis alguns exemplos no mundo:

Kansai (Osaka, Japão) 

kansai aeroportoTipo: Internacional | Número de pistas: 2 | Deslocamento de aeronaves: 107,791 | Deslocamento de passageiros: 17,054,237

Terra firme é um recurso escasso no Japão. Para resolver esse problema, foi construída a quase 5 km da costa da baía de Osaka uma estrutura colossal. A construção foi iniciada em 1987, e por volta de 1994 grandes aviões já estavam presentes. Os passageiros podem chegar ao aeroporto até a ilha principal (Honshu) de carro, trilhos ou até mesmo balsa de alta velocidade. Terremotos, ciclones e o mar agitado foram algumas das dificuldades encontradas durante sua construção. No final, a “ilha artificial” é tão grande que é possível vê-la do espaço.

kansai espaço

Na áerea em destaque, o aeroporto visto de um satélite

kansai aeroporto skygate

Skygate, a ponte de ligação entre a terra firme e a ilha. A parte de cima é reservada aos carros, enquanto a parte de baixo é destinada aos trens

O aeroporto tinha que cumprir duas exigências bem específicas: por um lado técnico, tinha que seguir as regulamentações técnicas sobre prevenção de tsunamis e terremotos. Por um lado operacional, tinha que ser capaz de receber mais de 100.000 passageiros por dia. O fato de toda a estrutura ser localizado no mar possibilita que o aeroporto funcione 24 horas por dia. Além disso se tornou uma importante rota para o Japão e sudeste da Ásia. A ilha é conectada à costa por uma ponte de dois níveis com comprimento de 3,75 km. O nível de cima contém uma estrada, enquanto o nível inferior possui duas linhas de trilhos.

A estrutura

A plataforma representa um grande feito da engenharia civil. Ela permanece em cima de mais de um milhão de colunas de suporte. Essas colunas estão mergulhadas 20 metros abaixo do mar e mais 20 metros em uma camada de lama. Abaixo disso também estão inseridas 40 metros de rocha. O fato da camada de lama continuar se deslocando de uma forma irregular também foi estudado: para solucionar esse problema, uma série de sensores especiais foi usada para detectar quando a camada se desloca para um ponto que excede a tolerância (10 mm). Cada coluna é equipada com um sistema de calibragem, que aplica o uso de um poderoso macaco hidráulico: sempre que a posição da coluna é corrigida, o sistema a ajusta e trava em sua nova posição.

Dentro do aeroporto

Fonte:

Popular Mechanics

Fondazione Renzo Piano

 

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