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Londres é definitivamente uma cidade de travessias: O rio Tâmisa serpenteia todo o cinturão da cidade, fazendo com que se veja pontes de todos os tipos. Hoje, já é possível contar mais de 200, contando entre as mais antigas (como a London Bridge – torre de Londres – que data desde os tempos romanos) e as mais recentes (como a Tower bridge – Ponte da Torre – que foi a última construída em 1973). Nesse ano de 2015, entretanto, mais uma estrutura estará se juntando a lista.

A competição Nine Elms to Pimlico bridge está sendo realizada para decidir qual projeto será escolhido, com data final prevista para o dia 24 de Julho deste ano. O conceito votado se tornará a mais nova ponte que liga os dois distritos mencionados em seu nome. Com atualmente mais de 80 projetos indicados, a comissão organizadora espera um novo ‘ponto turístico’ na região que acompanhará a rápida transformação e crescimento da região (antes considerada um amontado de galpões, hoje está ofuscando outros bairros residenciais da cidade).

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Segundo a descrição do projeto do prórpio site:

Essa competição, chama arquitetos de todo o mundo para mostrar mostrar seus projetos excepcionais e inspiradores para a nova ponte no centro da mais grandiosa cidade do Mundo. O projeto vencedor terá que ganhar os corações de todos os londrinos que são extremamente orgulhosos de seu rio e sua rica herança arquitetônica.

O projeto deve se harmonizar entre a arquitetura de ponta que cresce ao sul e a elegante perspectiva do norte. Os dois lados da ponte devem se integrar  sensivelmente com seus arredores a prover uma suave e segura experiência para os pedestres e ciclistas que a usarem“.

A competição estabeleceu diretrizes pensando em soluções mais modernas e ambientais, como a acomodação de pedestres e ciclistas, a altura necessária para o trânsito de barcos, a preocupação com a estrutura ao redor e o impacto cultural/regional. As possibilidades da nova ponte são várias, com inúmeros estilos. Os tipos de suporte, por exemplo, variam de arcos ou estruturas pontudas, a até mesmo algumas que aparentam não ter apoio nenhum! Algumas submissões certamente ganharão a atenção imediata dos olhares, por sua renderização muito aproximada da realidade, tornando o projeto quase uma fotografia real.

Qual você elegeria o vencedor? Todos os projetos podem ser encontrados no site oficial da competição.

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Fontes:
Wired

 

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Passagem de animais em rodovia na Holanda

Quem costuma viajar de carro sabe a preocupação constante nas estradas e rodovias em relação à possíveis travessias de animais na pista. Esse tipo de acidentes pode causar consequências graves, tanto para quem dirige quanto para o animal, que não tem a noção do perigo.

Foi pensando nesse tipo de transtorno que vários países europeus desenvolveram as Travessias Naturais (Chamadas em inglês de Wildlife Crossings, Animals bridges ou Ecoducts), estruturas especiais que permitem que animais possam atravessar construções realizadas pelo homem (como rodovias). O tipo de travessia pode incluir também túneis e passagens subterrâneos, viadutos, pontes, etc.

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Passagem no Parque Nacional Banff, Canadá

Podem também ser traduzidas como Pontes Verdes e Ecodutos. As mais comuns são as estruturas construídas entre as estradas para permitir que animais selvagens possam atravessar a via até o outro lado sem correr riscos. As pontes são exclusivas para os animais: os veículos devem sempre atravessá-las. A maioria das estruturas têm 10 metros de altura e 60 metros de comprimento, e normalmente são compostas de solo e vegetação natural para fornecer um habitat adequado a todos os tipos de animais que possam acabar passando pela região.

As primeiras travessias foram construídas na França na década de 50. Outros países europeus (incluindo Holanda, Suíça e Alemanha) têm construído há muitas décadas várias dessas estruturas para reduzir o número de acidentes nas estradas. Nos Estados Unidos e Canadá, essa solução está se tornando cada vez mais comum: milhares de travessias foram construídas nos últimos 30 anos, incluindo passagens, pontes e viadutos.

travessia natural alemanha

Soluções desenvolvidas na Alemanha: tanto por cima quanto por baixo das estradas

É uma solução eficiente para a conservação da natureza, permitindo conexões e reconhecimento dos habitats (o ambiente natural não é dividido). A contribuição financeira também é evidente: Nos Estados Unidos, segundo estudos, 1,5 milhões de colisões ocorrem a cada ano, causando um prejuízo de 8 bilhões de dólares anualmente. Na Europa, meio milhão de colisões são registradas, com 30 mil animais feridos e 300 mortos.

A maior travessia desse tipo encontra-se na Holanda: chamada de Natuurbrug Zanderij Crailo, a estrutura foi completada em 2006 e possui mais de 800 metros de extensão. Entre as áreas que ela atravessa, estão uma linha férrea, parque empresarial, rodovia e um centro esportivo.

Em outros países

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Exemplo de duas soluções para a travessia de carangueijos na Ilha do Natal, Austrália. Por conta da migração e enorme volume de animais, várias passagens foram desenvolvidas

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Passagem subterrânea para elefantes no Quênia

 

Fontes
Care2
Twisted Sifter
Amusing Planet

 

A tarefa de construir um aeroporto não é fácil: o local, independente de onde se encontra, precisa de um espaço amplo, muito chão para pousos e decolagens e uma ótima visibilidade. Mas muitas vezes certas localidades não permitem tais condições. É aí que os engenheiros precisam desenvolver métodos para que o aeroporto ofereça o máximo de segurança para os pilotos e os passageiros. Eis alguns exemplos no mundo:

Kansai (Osaka, Japão) 

kansai aeroportoTipo: Internacional | Número de pistas: 2 | Deslocamento de aeronaves: 107,791 | Deslocamento de passageiros: 17,054,237

Terra firme é um recurso escasso no Japão. Para resolver esse problema, foi construída a quase 5 km da costa da baía de Osaka uma estrutura colossal. A construção foi iniciada em 1987, e por volta de 1994 grandes aviões já estavam presentes. Os passageiros podem chegar ao aeroporto até a ilha principal (Honshu) de carro, trilhos ou até mesmo balsa de alta velocidade. Terremotos, ciclones e o mar agitado foram algumas das dificuldades encontradas durante sua construção. No final, a “ilha artificial” é tão grande que é possível vê-la do espaço.

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Na áerea em destaque, o aeroporto visto de um satélite

kansai aeroporto skygate

Skygate, a ponte de ligação entre a terra firme e a ilha. A parte de cima é reservada aos carros, enquanto a parte de baixo é destinada aos trens

O aeroporto tinha que cumprir duas exigências bem específicas: por um lado técnico, tinha que seguir as regulamentações técnicas sobre prevenção de tsunamis e terremotos. Por um lado operacional, tinha que ser capaz de receber mais de 100.000 passageiros por dia. O fato de toda a estrutura ser localizado no mar possibilita que o aeroporto funcione 24 horas por dia. Além disso se tornou uma importante rota para o Japão e sudeste da Ásia. A ilha é conectada à costa por uma ponte de dois níveis com comprimento de 3,75 km. O nível de cima contém uma estrada, enquanto o nível inferior possui duas linhas de trilhos.

A estrutura

A plataforma representa um grande feito da engenharia civil. Ela permanece em cima de mais de um milhão de colunas de suporte. Essas colunas estão mergulhadas 20 metros abaixo do mar e mais 20 metros em uma camada de lama. Abaixo disso também estão inseridas 40 metros de rocha. O fato da camada de lama continuar se deslocando de uma forma irregular também foi estudado: para solucionar esse problema, uma série de sensores especiais foi usada para detectar quando a camada se desloca para um ponto que excede a tolerância (10 mm). Cada coluna é equipada com um sistema de calibragem, que aplica o uso de um poderoso macaco hidráulico: sempre que a posição da coluna é corrigida, o sistema a ajusta e trava em sua nova posição.

Dentro do aeroporto

Fonte:

Popular Mechanics

Fondazione Renzo Piano

 

Vários filmes foram filmados nas localidades do Havaí e outros com a história situada no estado norte americano, mas filmadas em outros lugares. Com algumas exceções, entretanto, só uma pequena porção de filmes foram feitos sobre o Havaí.

A  animação Lilo & Stitch (de 2002, lançada pelos estúdios Disney) conta a história do alienígina Stitch, um experimento criado para causar a total destruição aonde quer que fosse. Quando escapa para o planeta Terra, acaba caindo em Kauai e é “adotado” por uma garota havaiana local. Originalmente, o roteiro indicava que Stitch iria parar no Kansas. Entretanto, para se adequar à história, ele acaba ficando ilhado: como não podia nadar, seus planos de destruir as grandes cidades acabam falhando.

Os personagens (da esquerda para direita): Cobra Bubbles (Ving Rhames), David Kawena (Jason Scott Lee), Nani (Tia Carrere), Lilo (Daveigh Chase), Stitch (Chris Sanders), Jumba (Dadid Ogden Stiers) e Pleakley ( Kevin McDonald)

Os personagens (da esquerda para direita): Cobra Bubbles, David Kawena, Nani, Lilo, Stitch, Jumba e Pleakley

O filme acabou se tornando um grande sucesso, ajudando a ampliar a fama e imagem do Havaí para a visitação de turistas (e auxiliou o turismo a começar a se reerguer após as consequências dos desastres de 11 de setembro). Mas para conseguir transmitir todas as características típicas dos ambientes, a equipe de produção realizou extensas pesquisas enquanto realizava o filme. Eles passaram semanas estudando a geografia, prédios, vegetação e até o modo que a luz se projeta em diferentes horas do dia. Para recirar os elementos no filme, utilizaram uma técnina que não havia sido vista há até então 60 anos (desde a animação Dumbo): a aquarela.

Dean DeBlois, co-diretor e escritor mencionou que “o design suave e arredondado dos personagens e a aquarela orgânica relaxam  o visual das imagens e suavizam a atmosfera , retratando um senso de infância e ‘verão sem fim’ da Lilo. Passamos um tempo em Hanalei e Hanapepe para uma viagem de pesquisa a Kauai. Esses pequenos locais tranquilos e bonitos se tornaram a inspiração para a cidade de Lilo.”

Pra não perder as referências é preciso notar cada cena mostrada. Quem conhece o Havaí reconhecerá alguns pontos turísticos:

Ponte Hanalei

Ponte Hanalei: construiída em 1912, foi reformada após o tsunami de 1957 e reforçada para suportar ainda mais peso em 1967

farol kilauea

Farol Kilauea: construído em 1913 para ajudar a navegação de embarcações comerciais entre o Havaí e o Oriente

Costa Na Pali

Costa Na Pali: localizada ao noroeste de Kauai, possui 26 km² de área protegida

Hotel Princeville

Hotel Princeville: originalmente aberto com a marca Starwood em 1985, o hotel realizou uma reforma milionária de um ano, e foi reinaugurado em 26 de setembro de 2009 como St. Regis Princeville Resort.

Estátua de Duke Kahanamoku, famoso surfista

Estátua de Duke Kahanamoku, famoso surfista havaiano, localizada na praia de Waikiki

Além disso, é possível notar referências da fauna como as tartarugas marinhas verdes, e alguns hábitos locais como o shave ice (espécie de raspadinha).

Tartarura marinha verde: espécie presente em algumas praias do Havaí

Tartarura marinha verde: espécie presente em algumas praias do Havaí

Shave ice

Shave ice

posterLilo & Stitch
animação/ficção científica
EUA, 2002
Distribuidora:
Walt Disney Pictures
Direção e roteiro:
Dean Deblois e Chris Sanders
Vozes:
Daveigh Chase (Lilo), Jason Scott Lee (David Kawena), Tia Carrere (Nani), Chris Sanders (Stitch, Ving Rhames (Cobra Bubbles)

Traduzido de Hawaii Travel

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