Archive for julho, 2013


A chegada do explorador inglês James Cook em 1778 foi o primeiro contato documentado sobre exploradores europeus que chegaram ao Havaí. Depois da chegada de Cook e as publicações de diversos livros relatando suas viagens, as ilhas havaianas receberam muitos visitantes europeus: exploradores, comerciantes e navegantes, que consideraram um local conveniente para uso como porto e fonte de abastecimentos. A influência britânica pode ser vista no visual da bandeira do Havaí, que possui a bandeira do Reino Unido no canto superior esquerdo.

Reino de Kamehameha

kamehameha

A estátua do Rei Kamehameha é uma atração muito popular em Oahu. Na última década do século 18, ele conquistou todas as ilhas do Havaí, com exceção de Kauai (ele nunca teve êxito em conquistar esse território). Entretanto, Kauai acabou cedendo para o poderoso rei em 1810.

Durante o perído entre 1780 e 1790, muitos chefes de territórios lutaram pelo poder de comando. Depois de uma série de batalhas que terminaram em 1795, todas as ilhas habitadas foram comandadas por um único governante, que ficou conhecido como Rei Kamehameha, o Grande. Ele estabeleceu a Ordem de Kamehameha, uma dinastia que governou o reino até 1872.

Depois que Kamehameha II herdou o trono em 1819, missionários protestantes americanos converteram muitos havaianos ao Cristianismo. Suas influências acabaram com muitas práticas nativas antigas, e o rei Kamehameha III foi o primeiro rei cristão. A morte do rei Kamehameha V, que não tinha deixado nenhum herdeiro, resultou numa eleição popular entre dois candidatos de mais alto nível da sociedade: Lunalilo e Kalākaua. Apesar de eleito, Lunalilo morreu no ano seguinte, também sem nomear nenhum herdeiro. Em 1874 após conflitos e revoltas populares a favor e contra as eleições, o reino acabou tornando posse de Kalākaua.

Fim do Reino

Em 1887, Kalākaua foi forçado a assinar a Constituição de 1887 do Reino do Havaí, que tirou muta parte da autoridade do Rei. O sistema de votação foi alterado, beneficiando a comunidade branca e mais rica. A figura do rei acabou sendo reduzida a apenas uma figura representativa, e seu reino durou até 1891, com sua morte. Sua irmã, Liliʻuokalani, o sucedeu no trono. Em 14 de Janeiro de 1893, um grupo de negociantes europeus e americanos  formaram um Comitê de Segurança, pedindo a anexação aos Estados Unidos e a derrubada do Reino do Havaí. Atendendo ao pedido, os ministros norte americanos enviaram suas tropas de fuzileiros, o que tornou impossível a continuidade da monarquia desde então.

Linhagem do Reinado

Rei Nome Reinado
Kamehameha I 1795 –  1819
Kamehameha II 1819 – 1824
Kamehameha III 1825 – 1854
Kamehameha IV 1855 – 1863
Kamehameha V 1863 – 1872
Lunalilo 1873 – 1874
Kalākaua 1874 – 1891
Liliʻuokalani 1891 – 1893

Apesar de investigações sobre a legalidade ou não do fim do reino do Havaí, o então chamado Governo Provisório do Havaí durou até 4 de Julho de 1894, até se tornar a República do Havaí. A junção aos Estados Unidos ainda não fora concluída, mas era apenas uma questão de tempo até que ela ocorresse.

havaí militares

A tropa USS Boston de plantão no Hotel Arlington, Honolulu, no momento da derrubada da monarquia havaiana

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Aeroporto Gibraltar (Gibraltar)

gibraltar aeroporto

Tipo: Internacional  | Número de pistas: 1 | Deslocamento de aeronaves: 3,490 | Deslocamento de passageiros: 387,219 [Dados de 2012]

Localizado entre a Espanha e Marrocos se encontra Gibraltar, um pequeno território que pertence ao reino britânico. A construção de seu aeroporto foi iniciada antes da Segunda Guerra Mundial, e o local continua servindo como base da Força Aérea do Reino Unido (apesar de voos comerciais pousarem todos os dias).


gibraltar aeroporto2O mais curioso, entretanto, é que a avenida Winston Churchill (a mais movimentada do país) passa pelo meio da pista de aviões. Como uma ferrovia, os carros devem esperar toda vez que um avião decola ou aterrissa. Como o território é praticamente composto de montanhas de um lado e a cidade do outro, é justamente na região do aeroporto que se encontra um dos únicos locais totalmente planos. Desde então, o local é considerado a melhor alternativa de locomoção (tanto para carros quanto para aviões).

gibraltar aeroporto3

Pedestres também atravessam a pista e (assim como os carros) devem esperar

Apesar de ser um tipo de solução bem distinta, a condição de pista de aviões/avenida deve, mais cedo ou mais tarde, se tornar uma coisa do passado. A avenida tem uma média de 10 minutos de interrupção para a espera de pousos e decolagens, mas em alguns casos esse tempo pode chegar a 2 horas. Segundo as autoridades, não está sendo mais possível controlar intensos engarrafamentos, interrupções e atrasos no tráfego por causa dos aviões.

gibraltar aeroporto trajeto tunel

Parte do trajeto do futuro túnel

Pensando em solucionar esse problema, uma nova estrada e um túnel foram planejados para realizar o mesmo trajeto embaixo da pista, deixando livre o caminho dos aviões. A construção estava prevista para começar em janeiro de 2008 e terminar no começo de 2009, entretanto, ela ainda não foi completada. A avenida original continuará em funcionamento, para uso excepcional de emergências.

Fontes:

Popular Mechanics

Hoax Slayer

 

A tarefa de construir um aeroporto não é fácil: o local, independente de onde se encontra, precisa de um espaço amplo, muito chão para pousos e decolagens e uma ótima visibilidade. Mas muitas vezes certas localidades não permitem tais condições. É aí que os engenheiros precisam desenvolver métodos para que o aeroporto ofereça o máximo de segurança para os pilotos e os passageiros. Eis alguns exemplos no mundo:

Kansai (Osaka, Japão) 

kansai aeroportoTipo: Internacional | Número de pistas: 2 | Deslocamento de aeronaves: 107,791 | Deslocamento de passageiros: 17,054,237

Terra firme é um recurso escasso no Japão. Para resolver esse problema, foi construída a quase 5 km da costa da baía de Osaka uma estrutura colossal. A construção foi iniciada em 1987, e por volta de 1994 grandes aviões já estavam presentes. Os passageiros podem chegar ao aeroporto até a ilha principal (Honshu) de carro, trilhos ou até mesmo balsa de alta velocidade. Terremotos, ciclones e o mar agitado foram algumas das dificuldades encontradas durante sua construção. No final, a “ilha artificial” é tão grande que é possível vê-la do espaço.

kansai espaço

Na áerea em destaque, o aeroporto visto de um satélite

kansai aeroporto skygate

Skygate, a ponte de ligação entre a terra firme e a ilha. A parte de cima é reservada aos carros, enquanto a parte de baixo é destinada aos trens

O aeroporto tinha que cumprir duas exigências bem específicas: por um lado técnico, tinha que seguir as regulamentações técnicas sobre prevenção de tsunamis e terremotos. Por um lado operacional, tinha que ser capaz de receber mais de 100.000 passageiros por dia. O fato de toda a estrutura ser localizado no mar possibilita que o aeroporto funcione 24 horas por dia. Além disso se tornou uma importante rota para o Japão e sudeste da Ásia. A ilha é conectada à costa por uma ponte de dois níveis com comprimento de 3,75 km. O nível de cima contém uma estrada, enquanto o nível inferior possui duas linhas de trilhos.

A estrutura

A plataforma representa um grande feito da engenharia civil. Ela permanece em cima de mais de um milhão de colunas de suporte. Essas colunas estão mergulhadas 20 metros abaixo do mar e mais 20 metros em uma camada de lama. Abaixo disso também estão inseridas 40 metros de rocha. O fato da camada de lama continuar se deslocando de uma forma irregular também foi estudado: para solucionar esse problema, uma série de sensores especiais foi usada para detectar quando a camada se desloca para um ponto que excede a tolerância (10 mm). Cada coluna é equipada com um sistema de calibragem, que aplica o uso de um poderoso macaco hidráulico: sempre que a posição da coluna é corrigida, o sistema a ajusta e trava em sua nova posição.

Dentro do aeroporto

Fonte:

Popular Mechanics

Fondazione Renzo Piano

 

É fato que, comparado à certos países mais desenvolvidos, o Brasil ainda carece muito de uma malha ferroviária de respeito. Entretanto, para a alegria dos amantes de viagens de trem, existem locais onde é possível obter essa oportunidade sem precisar ir muito longe:

Expresso turístico

Expresso turístico2

Inaugurado em 2009 pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o serviço oferece 3 opções de trajetos que partem da Luz, bairro da região central da capital de São Paulo. Com destinos à Mogi das Cruzes, Jundiaí e Paranapiacaba, os  trens  movidos à diesel (fabricados nos anos 50 e restaurados) realizam trajetos históricos que mostram as principais localidades que ajudaram a impulsionar a economia da cidade de São Paulo. Além disso, a companhia já está implantando vagões especiais para bicicletas, de olho nos ciclistas que buscam praticar atividades em outras cidades. Mais informações aqui

trem do vale

mariana

Criado em 2006 graças a uma parceria entre a VALE, a Ferrovia Centro-Atlântica e a ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária), o circuito inclui duas importantes cidades históricas de Minas: Ouro Preto e Mariana. Foram revitalizados 18 km de trechos de ferrovias e o trajeto completo é realizado por locomotivas à vapor totalmente restauradas. Em todo seu percurso, é possível ter uma ideia da dimensão histórica da ferrovia, iniciada em 1883 e concluída em 1914. Mais informações aqui

trem da serra do mar

serra do mar

Situado na maior área de Mata Atlântica preservada do Brasil, o trem parte de Curitiba até a cidade de Morretes (também vai até  Paranaguá aos domingos). A ferrovia possui 125 anos de história e têm muitas atrações turísticas. O trajeto, com cenários deslumbrantes, possui muitas pontes, túneis e viadutos (é considerada uma das primeiras obras no mundo com tais características). Mais informações aqui

Trem do pantanal

Trem do Pantanal

Material de divulgação – Serra Verde Express

Apesar da ferrovia existir há bastante tempo (desde 1914), o trajeto turístico foi iniciado em 2009 e conta com um percurso que parte de Campo Grande até a cidade de Miranda. Com fauna e flora abundantes por todo o caminho, ainda há opções extras para complementar os intervalos de viagem, como passeios de barco e a cavalo. A viagem leva um dia para a chegada até Miranda e mais um dia para seu retorno. Mais informações aqui

*Valores estimados de ida e volta. Consulte as empresas responsáveis para horários e disponibilidade.

O mercado cinematográfico têm várias maneiras de divulgação de filmes. Uma delas é a utilização de destinos turísticos para promover filmes. Em alguns casos o sucesso é inesperado, e a localização acaba se tornando uma espécie de identidade. Em outros, existe uma parceria do governo local e a indústria para alavancar o orçamento (e o rendimento da obra). Esse segundo caso é o que aconteceu com a franquia O Senhor dos Anéis.

O diretor dos filmes, Peter Jackson, nasceu na Nova Zelândia e cresceu numa região próxima à capital, Wellington. Isso acabou influenciando a decisão de filmar praticamente todas as cenas da trilogia em seu país.  Além disso, várias empresas responsáveis pelos efeitos e pós produção também estão localizadas por lá. Antes de O Senhor dos Anéis, o país era considerado uma opção “amadora” para a indústria. Mas após os lançamentos do filmes, esse cenário mudou. O impacto dos filmes foi imenso (Para se ter uma ideia, O Retorno do Rei, por exemplo foi um dos 3 filmes no mundo que já ganharam 11 estatuetas do Oscar.)

Montanhas nova zelandia

A seguir, alguns locais que se tornaram marcantes por conta das cenas dos filmes:

Condado Shire

O cenário rural de Hinuera, situado em Waikato, foi usado para filmar as cenas do Condado, lar dos Hobbits, no final de 1999 e começo de 2000. Apesar de não ter sobrado muitos elementos do set original, ainda existem algumas casas temáticas e partes das cenas filmadas.

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Regiões de Wellington também foram usadas no começo do primeiro filme

O rio Rangitikei, um dos mais longos da Nova Zelândia (com 185 km de extensão) foi transformado no filme em rio Anduin. Também foi palco de uma das cenas de ação no filme e usado em outras cenas marcantes

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Fernside Lodge (Ou alojamento Fernside), foi transformado no filme em Lothlorien, terra dos elfos

Agora, com mais um filme lançado em 2012 e mais dois garantidos (baseados também na obra anterior de J. R. R. Tolkien, este destino tem tudo para continuar chamando a atenção de muitos visitantes

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